Foral da Freguesia

Até a Idade Média a freguesia da Moita foi designada pelo seu antigo titular; S. Cucufate, foi mártir barcelonês do tempo do Imperador Diocleciano.
 
Na primeira reconquista, ano de 943, o presbítero Pedro Bahaul, vendeu a igreja de S. Cucufate e terras sitas em Arcos, ao presbítero Daniel, sob a condição de este, por sua morte, a deixar ao mosteiro de Lorvão. O que aconteceu, conforme os documentos da reconquista definitiva com data de 1064 (relação de bens da Vacariça) onde se lê: “ecclesie uocabulo sancti cucuati cum adiectonibus suis”.Também noutro documento em 1116, dedeidos os bens do mosteiro e do bispo de Coimbra, lá é citado “ ecclesiam beati Cucufati excepta parte episcopali”. Num outro documento, do fim do mesmo séc.XII, é citado o presbítero Daniel por ter feito parte de um agravo ao bispo. 
 
A região da Moita formou um concelho Medieval, onde o lugar de Ferreiros era considerado, o principal e o rei D. Sancho I, tudo confirmou, por documento assinado e datado de Maio de 1210, ou seja deu Carta de foro e de couto a - " à vilIa que dizem fferreyros et ffontemanha o ualdauy” .
 
É-lhe concedido novo foral por D. Manuel a 10 de Março de 1514, este foral englobava os1ugares de Carvalhais, Ferreiros, Fontemanha e Vale de Avim, começou a designação das terras por lugar de Carvalhais.
 
O pelourinho, de Ferreiros, hoje desaparecido, ficava no local do actual fontanário, no meio de um pequeno largo.
Ferreiros, já era mencionado na primeira reconquista.
 
Por várias vezes os Reis fizeram doações destas terras a pessoas privadas.
 
As terras de Carvalhais, Ferreiros, Ílhavo, Verde-milho (freguesia de Aradas) e Avelãs de Cima, andaram unidas nas doações que os reis delas fizeram; as quais, acabaram por ficar de juro, e herdade dos Borges.
 
Também por doação, foi passada por D. Afonso IV à Infanta D. Maria que as entregou a Gil do Sem (mais ou menos em 1387). Gil de Sem foi um famoso jurisconsulto que serviu D. Fernando, tendo aderido ao Mestre de Aviz, quando da crise de 1383/85.
 
Como não houve descendentes legitimados, as terras voltaram para a coroa.
 
D. Afonso V, deu o velho concelho a Rui Borges, fidalgo da sua confiança e, por morte deste, herdou seu filho Gonçalo Borges, que, mais tarde, ficaram por ordem de linhagem, como primeiro e segundo senhor da Casa de Carvalhais. A um destes senhores, poderá corresponder a arca tumular da Igreja. 
Não há um consenso sobre as origens desta família no nosso nobiliário. Uns dizem que os Borges saíram da família dos Sandes, outros dos Sens (tendo em conta este senhorio) e ainda outros dizem que o apelido foi tirado da cidade de Bourges, arcebispado e cabeça da província do Berry.