Arquitetura civíl

CASA DOS CARVALHAIS
Pelo que se depreende e exposto está na “Corografia Portuguesas”, terá sido no último quartel do século XVII que o citado Cristóvão de Almada mandou erguer a Casa Senhorial que hoje se pode admirar, com o seu andar nobre com sacadas, tudo em boa cantaria de linhas clássicas.
 
Porém, sabe-se que foi D. Afonso V, no século XV, que fez doação destas terras ao seu fidalgo Rui Borges e que pelas mãos dos seus descendentes se mantiveram durante os séculos precedentes. Na segunda metade do século XVIII foi senhora de Carvalhais D. Joaquina Maria de Almada Castro e Noronha, que casou com o seu tio José Joaquim Lobo de Silveira. Destes nasceu D. José Maria de Almada Castro Noronha da Silveira Lobo a 5 de Fevereiro de 1779, 13º senhor em sua vida das terras de Carvalhais e das vilas de Ílhavo, Verdemilho, Ferreiros e Avelãs de Cima, com os padroados inerentes. Acumulou ainda as honras de último comendador de S. Miguel de Rio de Moinhos na Ordem de Cristo, 9º provedor da Casa da Índia e foi nomeado moço-fidalgo com exercício na Casa Real (por alvará de 18 de Março de 1787), tendo sido veador da Princesa viúva D. Maria Benedita, irmã de D. Maria I. Casou a 18 de Janeiro de 1797, com uma filha do 1º Marquês de Sabugosa, D. Margarida Domingas José de Mello (1779-1820), nascendo um filho, D. José Joaquim de Almada Castro Noronha da Silveira Lobo, que morreu solteiro e sem geração, instituindo como herdeiros seus sobrinhos D. António e D. Miguel da Cunha Silveira e Lorena, filhos de sua irmã, D. Joaquina Maria José de Almada, casada com o 8º Conde de S. Vicente.
 
Quanto a D. José Maria, abraçou os ideais tardiamente, razão porque foi Par do Reino, nomeado a 30 de Abril de 1826. Foi agraciado com o título de Conde de Carvalhais, falecendo a 20 de Maio de 1854. Seu filho não renovou o título e este, bem como seus bens, acabaram na Casa do Condes de S. Vicente, como ficou dito
 
ARMAS E DADOS GENEALÓGICOS
As armas dos Senhores desta Casa estão representadas numa magnífica lage de calcário branco em cartela decorativa da primeira metade do século XVIII. Esta está partida em pala, dividindo-se a primeira parte em dois. Fazendo a leitura:
1º Tavares – De ouro, com cinco estrelas de seis raios de vermelho;
2º Vascocellos- De negro, com três faixas veiradas de prata e vermelho;
3º- Borges- De vermelho, com um leão de ouro, armado e lampassado de azul.
 
CASA DO PAÇO
Na mesma povoação de Carvalhais na vertente oposta do ribeiro, sítio chamado o Paço, há outra casa, singela mas ampla, do séc. XVIII. Cortam a fachada principal cinco janelas de verga direita e avental rectangular; a porta, a meio, tem verga curva. Encosta-se à direita a capela privativa, dedicada a Nossa Senhora da Graça; de porta de vão curvo e janela do coro, do tipo das anteriores. O retábulo de madeira, do princípio do séc. XVIII, compõe-se de colunas torcidas, sem parras.
 
CASA DO SÉC. XIX
Próximo à igreja paroquial da Moita, um grande edifício do séc. XIX, segue o tipo regional setecentista. Um outro, modesto, ostenta janelas seiscentistas, de avental rectangular.